A minha melhor transa até agora aconteceu sem planejar. Parece óbvio, mas pra mim não era até hoje.
Num domingo sem graça, tempo cinza, feio, eu fui só passear em um bar meio afastado, sossegado, tranquilo, tomei suco... isso mesmo!! Conversei de montão, namorei, beijinho tranquilo e gostoso, pegar na mão, fazer carinho, como adoslecentes. Mais conversa, sobre tudo, casa, vida, amigos, jeitos e até sexo. Eu certa: jamais transaria no primeiro encontro porque não me dá vontade, não por teoria e muito menos preconceito.
Caminhei para o carro e já íamos cada um pra sua casa, mas uma vontade de dar uns beijinhos um pouco mais parecidos com beijões, junto do fato inevitável de encontrar apenas aquela cama como pouso, resultou na delícia que viria a seguir. Não antes da minha insistência: vc tem certeza desse disperdício, moço? Ele tinha.
Inevitavelmente os beijos virarão beijões, os carinhos na mão foram se estendendo pro corpo todo e ele esperando meu breque... se surpreendia. Eu, entregue, devagar, deixava que ele avança-se um passo por vez, um beijo mais embaixo, uma peça de roupa a menos, um pedaço do corpo descoberto e coberto só pelo corpo do outro. Tudo no tempo certo, sem nenhum dos dois imaginar onde aquilo ia parar, e com os dois imaginando parar a qualquer momento.
No final, ele brecou e o ato nem se concretizou. Apesar disso, foi a minha melhor transa porque me entreguei completamente, sem receios, inteira e até o fim.
A melhor transa, porque o fim, foi só o começo da vontade de terminar num outro dia.