quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Planejando a coisa embola

Hoje também notei como pode embolar tudo quando agente planeja a hora de transar com quem gosta. E por planejar entende: dia, hora, roupa certa, lugar exato, e tudo isso pronto na cabeça antes de sair de casa. Acabamos por nos condicionar a sentir o que acostumamos a pensar, e isso acreditem, estraga tudo um pouco.

A primeira, nervoso misturado com ansiedade, estragou um poucquinho, o que só salvou estar com o amor da minha vida no momento, um homem estremamente generoso, atensioso, calmo e cuidadoso comigo. Um homem que me amava, desejava, idolatrava, tinha extrema admiração por mim.

Outra vez, o plano de inauguração, a lingerie escolhida por dias, semanas com laço e tudo, o momento sonhado ao extremo, tudo milimetricamente planejado e calculado. Imaginado em detalhes. No final, frustração, o homem envolvido foi egoísta, teve problemas. Fiasco total, e não pelo ato não consumado, mas sim pelo tratamento indiferente que recebi do homem que estava ao meu lado.

A última, desejava, mas não deveria ter planejado. Saí de casa já certa que no final da noite teria estado com ele. Isso atrapalhou um pouco a conversa, pois meu foco estava em outra coisa. Cada copo de cerveja que eu bebia, era pensando em relaxar, e não em me divertir. Era como se eu desse passo a passo rumo ao meu objetivo final: ficar com ele naquela noite. Tudo foi tão planejado que esqueci de sentir e dessa vez quem não conseguiu chegar lá fui eu.

Olhando pra trás é muito claro que nessas horas, o mais gostoso é deixar o racional bem longe das sensações, pois só assim é pleno o momento e gigante o orgasmo! Aí sim, não só o corpo que treme, mas a mente que silencia nos olhos dele e nos sorrisos extasiados.

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